Por Alexandre Shimada (Sócio / Diretor)
Mesmo que o conceito de um produto ou serviço seja testado previamente, algumas vezes certas falhas somente serão observadas no uso pelo consumidor final. Dessa maneira, para uma correta adequação do item às necessidades do cliente, é necessário um estudo onde a experiência de uso do consumidor final seja o crivo, mesmo porque, será ele que terá o poder decidir entre você e seu concorrente.
Possivelmente ao colocar o produto sob seu uso final, algumas particularidades serão encontradas. Assim, a chance de sucesso dele certamente aumentará se conseguir corrigir as falhas escondidas no projeto inicial, além de possibilitar o conhecimento de benefícios, que nem mesmo o criador do produto sabia.
No caso de produtos que são vendidos em grande escala, muito dinheiro pode ser economizado com a correção antecipada de algum problema, principalmente considerando troca de muitos lotes em vários locais de uma região.
Podem-se citar alguns modos de se fazer esse teste de produto: um deles é deixá-lo com o consumidor final e, depois do uso, interrogá-lo sobre suas percepções e experiências acerca do uso. Outra maneira é montar um grupo focal (Focus group), onde os produtos são testados e discutidos em grupo pelos entrevistados.
De fato, existe uma tênue linha separando o teste de produto e o teste de conceito de produto. Muitas vezes o projeto de pesquisa é um mesclado dos dois, mas conceitualmente é importante defini-los separadamente. (Saiba mais sobre teste de conceito)
